Receitas
da Imigração é um
projeto financiado pelo IPHAN e executado pelo IPOL, através de Edital PNPI/2012. O projeto foi iniciado em agosto de 2012 e já na primeira viagem ao Vale do Itajaí conversamos com a professora aposentada e descendente de alemã Edith Manke sobre a vida e as receitas típicas dos
imigrantes de
alemães da região (foto).
A ultima
viagem do projeto foi em outubro de 2013 relatando
as experiências culinárias e linguísticas de italianos e alemães. Através
da história de receitas tipicamente de casa, como por exemplo, do "chuchu na manteiga queimada" feito pela família Manke conseguimos
informações importantes para a compreensão da cultura e o modo de vida social dos imigrantes instalados
na região do Vale.
Até o momento
foram entrevistadas 13 famílias do Vale
do Itajaí, italianos, alemães e poloneses.
O projeto receitas da imigração visa buscar o
resgate histórico das comunidades de imigrantes do Vale do Itajaí através da
gastronomia como teia estrutural para servir como memória do estabelecimento
destes povos na região.
Entre as metas do projeto está a publicação
de um livro retratando o assentamento das famílias dos imigrantes na região do
Vale, história esta contada baseada nas receitas culinárias essenciais no modo
de vida de cada povo que ali se estabeleceu. O livro será plurilíngue, com
versões em português e nas línguas de imigração.
O vale do
Itajaí provavelmente é a região que recebeu a maior diversidade de levas
imigratórias europeias no Brasil e em Santa Catarina. Esta diversidade cultural
e plurilinguística gera o ambiente perfeito para o propósito do projeto, de
refazer os passos da imigração no Brasil através da gastronomia, cultura e
idiomas destas populações.
Um fato extremamente positivo do projeto é a
preservação e divulgação de traços culturais, sociais e econômicos destes
povos. Sendo visto numa proposta diferente gera valor histórico ímpar para a
sobrevivência cultural, ressaltando as identidades das populações
imigrantes. Também influencia num estudo
mais aprofundado no contexto socioeconômico daquela região e toda uma gama de
dados geográficos, históricos para pesquisas posteriores.
Baseado no direito e no reconhecimento do
governo da diversidade cultural como qualidade do país multiétnico é reforçar a
ideia de que as línguas de imigração também são patrimônio nacional. Sem
distinção entre o que é denotado como língua e dialeto, o Receitas da Imigração
visa reconstruir o desenvolvimento linguístico para a comunicação pela via
gastronômica.

Muito bom. Parabens IPOL. Quero esse livrooooo quando sair!!! Grande abraço! Fabricio Müller. Buenos Aires
ResponderExcluir